Descubra como o Bing mede a visibilidade de IA e entenda por que o llms.txt pode não ser o fator decisivo para sua empresa ser encontrada.
O Que São as Novas Ferramentas de IA do Bing para Empresas?
O Bing está implementando novas funcionalidades no painel de desempenho de IA do Bing Webmaster Tools. Quatro recursos estão em pré-visualização: Citation Share, Intents, Topics e Compare. O Citation Share é particularmente relevante para donos de empresas, pois reporta a porcentagem de citações de IA que seu site captura para uma consulta específica. Intents e Topics ajudam a agrupar consultas, enquanto Compare permite analisar períodos de tempo diferentes. Embora ainda em fase de testes e cobrindo apenas o ecossistema Bing (incluindo Copilot), o Citation Share é o primeiro indicador a mostrar sua visibilidade em IA comparada a concorrentes, algo que o Google Search Console ainda não oferece de forma similar.
llms.txt: A Realidade por Trás da Otimização para IA Generativa
Recentemente, o arquivo llms.txt — uma tentativa de instruir modelos de linguagem grandes (LLMs) sobre como interagir com um site — recebeu dois golpes. John Mueller, do Google, afirmou que o arquivo, por ser auto-reportado, não ajuda um LLM a diferenciar um site de outro para fins de descoberta. Ele sugere que HTML comum e links internos são mais eficazes. Dados recentes da Ahrefs reforçam essa visão: em uma análise de 137.000 domínios, 97% dos arquivos llms.txt não receberam nenhuma requisição. Os bots que realmente geram citações, como ChatGPT e Perplexity, representaram apenas 1% das buscas que ocorreram. Isso significa que, embora manter o llms.txt seja barato, não se deve esperar que ele melhore significativamente sua visibilidade em buscas de IA no momento.
Novas Especificações para Agentes de IA: O Que Esperar?
O cenário de agentes de IA está evoluindo com a publicação de novas especificações. O Google Cloud lançou o Open Knowledge Format (OKF), um formato em markdown para organizar informações que agentes de IA podem ler, como datasets e métricas. Paralelamente, uma coalizão incluindo Google, Microsoft e GitHub publicou o Agentic Resource Discovery (ARD), um rascunho de especificação para como agentes encontram e verificam ferramentas e outras habilidades. Ambas as iniciativas estão em estágios iniciais. Embora não exijam ações imediatas dos donos de sites, elas sinalizam uma tendência: a criação de formatos estruturados em domínios próprios para que softwares leiam. A adoção dessas novas especificações ainda é uma incógnita, e é prudente observar quais formatos ganharão tração antes de investir tempo e recursos neles.
Regulamentação no Reino Unido: Google Deve Explicar Mudanças de Ranking
No Reino Unido, a Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA) impôs novas regras ao Google Search. A partir de agora, o Google deve classificar resultados orgânicos com base em critérios objetivos e notificar antecipadamente sobre mudanças significativas no ranking. Essa exigência abrange resultados orgânicos no Reino Unido, incluindo as AI Overviews, mas não anúncios. A medida visa aumentar a transparência e oferecer um canal para contestar preocupações de ranking. Para empresas, isso pode significar o fim das atualizações de algoritmo surpresa, com a promessa de avisos prévios e um processo para expressar objeções. O impacto real dependerá de como o Google implementará essas novas diretrizes.
O Futuro da Visibilidade Online para Empresas na Era da IA
A paisagem da busca online está mudando rapidamente com o avanço da inteligência artificial. Para empresas, entender essas transformações é crucial para manter e aumentar a visibilidade. O Citation Share do Bing oferece um vislumbre do que está por vir: métricas para acompanhar como seu conteúdo é referenciado em respostas de IA. Enquanto isso, a baixa adoção e o pouco uso do llms.txt demonstram que a otimização para IA generativa ainda está em desenvolvimento e que abordagens tradicionais, como um bom SEO para WordPress e links internos sólidos, continuam sendo fundamentais. Manter-se atualizado sobre novas especificações de agentes de IA e regulamentações de busca, como as impostas no Reino Unido, também é essencial para navegar neste novo ambiente. A chave é focar em conteúdo de qualidade e em práticas que promovam a descoberta orgânica, adaptando-se conforme as tecnologias e regras evoluem.